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Entrevista realizada por Victor Rebelo / Revista Caminho Espiritual 32

Wagner Borges é fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB (www.ippb.org.br), em São Paulo. Ministra cursos de projeção da consciência (viagem astral), bioenergia (aura e chacras), Hinduísmo, Taoísmo, hermetismo, mediunidade, obsessão e desobsessão, espiritualidade celta, espiritualidade xamânica e temas espirituais em geral.

As experiências fora do corpo lúcidas, do projetor e pesquisador espiritualista começaram na adolescência. Em muitas, Wagner pôde observar a presença de animais projetados ou mesmo desencarnados, no plano espiritual. Devido a inúmeros pedidos de ouvintes de seu programa – Viagem Espiritual, na Rádio Mundial 95,7 FM de São Paulo – para que o pesquisador falasse algo sobre a vida dos animais após o desencarne, Wagner resolveu iniciar um trabalho específico de pesquisa sobre a realidade dos animais no plano espiritual. “Muitas pessoas, principalmente as de mais idade, que vivem sozinhas, com pouco ou nenhum contato familiar, têm no animalzinho de estimação uma grande companhia. Para essa pessoa, esse bichinho é tudo, e quando ele morre, para ela a vida acabou. Então, comecei a perceber a importância de pesquisar e falar sobre esse tema, para consolar essas pessoas que têm no animal de estimação, muitas vezes, o único amigo.”

Acompanhe, a seguir, uma entrevista com Wagner Borges sobre os animais e a projeção astral, e sua realidade após a morte. Claro que o tema é muito amplo, mas serve como uma introdução ao tema.

Os animais têm alma?

Wagner Borges – Sim, eles têm alma... mamíferos principalmente, como a gente, saem do corpo em projeção e sobrevivem após a morte. Claro que não estou falando de uma barata ou de uma minhoca, mas, como disse, de mamíferos desenvolvidos, como gatos, cães, cavalos...

 

Conte-nos aquela experiência que você teve na juventude.

Sim! Eu tinha um gato, aos 16 anos, chamado de Ernesto. Ele dormia no sofá da sala. Como eu trabalhava durante o dia e estudava à noite, chegava em casa muito tarde. Para não acordar meus irmãos no quarto, às vezes eu dormia no sofá da sala, que era o lugar onde o Ernesto dormia. Então, quantas vezes eu acordava no meio da madrugada com o gato pulando em cima de mim, para eu sair do lugar dele, que era o sofá.

Como a casa era pequena, ao lado do sofá tinha uma mesa e cadeira, e virando, na passagem para a cozinha, ficava a geladeira. Do sofá, então, dava para ver a geladeira, na passagem para a cozinha. Então, quando eu dormia no sofá, o Ernesto acabava indo dormir em cima da geladeira, que era um lugar quentinho, e do sofá dava para eu enxergar ele lá, dormindo.

Após cerca de um ano experimentando as saídas do corpo, passando pelos sintomas básicos, como dilatação da aura, os falsos “trancos” na hora em que você começa a pegar no sono... e, principalmente, a paralisia noturna, chamada de catalepsia projetiva, eu acordei numa noite, após ter adormecido no sofá com a barriga virada para baixo, com o corpo totalmente paralisado.

De repente, algo salta em cima das minhas costas. Como eu era muito jovem, levei um susto... pensei que fosse um espírito! Nesse momento, a catalepsia parou e eu senti que estava me projetando para fora do corpo, ficando pairando no ar. Quando eu olhei para baixo, vi o Ernesto, que tinha pulado em cima do meu corpo físico, só que ele fez isso com o corpo espiritual dele! Olhei em cima da geladeira e vi que o corpo físico dele estava lá, dormindo. Ou seja, o gato estava projetado fora do corpo.

 

E como era?

Era igual ao corpo físico dele, porém, com uma aura esbranquiçada em volta.

 

E ele te viu?

Sim, ele olhou para cima e me viu flutuando. Então, ele deu um salto no ar e se encaixou dentro do corpo físico dele. A segunda surpresa da noite foi que, ao acordar, no físico, ele abriu os olhos e continuou me vendo flutuar! O danadinho era clarividente!

Logo depois voltei para meu corpo, sentei no sofá e comecei a rir.

 

Tudo ocorreu naturalmente...

Sim. Desde os 15 anos eu já tinha essas experiências de saída do corpo e, naquela época, nos anos 70, eu escutava muita gente dizer que para sair do corpo a pessoa tinha que ser altamente iniciada em alguma sociedade hermética ou que fosse um médium altamente desenvolvido ou evangelizado em alguma área espírita ou umbandista. Por isso eu comecei a rir após a experiência com o Ernesto. Ele não era iniciado, não frequentava nenhuma doutrina e nem tinha lido o Evangelho. Simplesmente era um ser vivo, projetado, enquanto seu corpo físico estava deitado.

Então, isso provou para mim que animais, no caso mamíferos, projetam-se para fora do corpo durante o sono. É claro que o nível de consciência que eles têm é o nível da consciência comum deles, do nível animal. O animal funciona fora do corpo assim como ele funciona dentro do corpo, da mesma maneira. Por exemplo: se um gato vê um espírito desencarnado, ele não corre dele, por medo de espíritos. Ele simplesmente mia. Eles não têm todo aquele medo e toda a fantasia criada pelo ser humano em relação ao mundo espiritual.

 

Mas, Wagner, é comum ouvirmos diversos pesquisadores falarem de várias recomendações para quem deseja realizar a projeção da consciência com lucidez, tais como: evitar certos alimentos, realizar práticas bioenergéticas, cosmoética, elevação dos nossos pensamentos e sentimentos... etc. Os animais não fazem nada disso e se projetam. E aí?

Acontece que quando vamos nos deitar, fazemos isso com milhões de pensamentos na mente. Dormimos com vários pensamentos aleatórios, e se você observar bem, 99% deles estão relacionados ao nosso dia a dia. Então, a tendência natural quando a gente apaga, durante o sono, e o corpo espiritual se desprende, é que ele vá inconscientemente na direção do que você dormiu pensando. Como a maioria dos seus pensamento, na hora de dormir, são do dia a dia, o seu corpo astral permanece pairando acima do corpo físico, com a ideia inconsciente de que você só pertence a este plano, já que só pensa nele... Então, a maioria das pessoas sai do corpo durante o sono, mas não entra no plano espiritual, pois acaba ficando limitada dentro da própria aura energética, misturada a várias formas mentais que são “cacos” psíquicos, do dia a dia, sonhando com isso. Ou seja, a maioria sai do corpo físico durante o sono, mas sem escapar do perímetro energético da própria aura.

Agora olha a diferença em relação aos animais: quando um cachorro sai do corpo, a aura dele não está cheia de formas mentais, pois ele não pensa... pelo menos não da maneira como a gente entende. Além disso, o animal não tem autoculpa, medo de espíritos, medo da morte... Ou seja, o animal é como uma criança. Como uma criança deita? Se ele está com sono ela dorme, se está com fome ela come... ou seja, faz tudo de forma natural.

Outra coisa: muitos pesquisadores de projeção astral costumam saturar a mente com muitas técnicas. Isso pode ajudar até certo ponto. Por outro lado, pode entupir a mente com tanto procedimento que acaba travando a pessoa.

 

Qual seria a melhor técnica, então?

Deitar a cabeça como uma criança ou um animal fazem. Sem pensar demais, sem culpa... sem nada travando você. Não é a toa que grandes mestres já nos recomendavam sermos como as crianças. Isso não no sentido infantil, imaturo, mas no sentido de sermos mais naturais. Simplesmente entregue à natureza, mas, calmamente, por dentro, você comece a se auto-observar.

 

E você teve mais experiências projetivas com animais?

Sim. Esta foi a primeira, mas, depois, com o passar dos anos, em diversas projeções, eu vi outros animais fora do corpo.

Certa vez, em Salvador, eu vi um cavalo fora do corpo. Ele havia sido atropelado numa rodovia. Eu fui levado até o cavalo, fora do corpo, durante o sono, por um mentor espiritual chinês. Ele deu um passe e soltou o animal do corpo. O cavalo ficou com o corpo astral ao lado do espírito chinês, e manteve o mesmo nível de consciência que tinha quando estava no corpo. Enquanto o cadáver do cavalo estava estirado no chão, no meio da rodovia, o chinês acariciava o corpo astral do animal, que já estava fora do corpo.

Então, o mentor espiritual me disse: “Diga aos seus alunos que até os animais têm assistência espiritual na hora da morte. Vou levar ele, agora, a um lugar onde só tem cavalos desencarnados. Não cavalos que viveram soltos, na natureza, mas junto de outros cavalos que também conviveram com seres humanos e que, por isso, já têm a consciência um pouco diferente da dos cavalos selvagens.”

Com o tempo, vi outros animais projetados fora do corpo, mas o que mais vi foram cachorros. Mas vi apenas mamíferos, e nunca vi uma barata extrafísica ou minhoca fora do corpo, como eu disse.

 

 

E o recente convívio com um cachorro de estimação influenciou em alguma coisa?

Quando veio o Rama, meu cãozinho yorkshire que está com cinco anos, comecei a observar algumas coisas, desde que ele era pequenininho. Então, posso dizer que o Rama me ajudou a desenvolver um trabalho de observação.

Numa noite, deitado na cama, fiz uma prece ao plano espiritual e pedi aos mentores que me orientassem em algumas questões espirituais, principalmente com relação aos cachorros.

Nesse momento, do lado oposto ao que eu estava deitado, surge o vulto de um ser, com 1,5 m aproximadamente. Eu o via pela clarividência, de olhos fechados. Esse ser se aproximou da cama. Ele tinha um manto encapuzado azulado e segurava um cajado na mão. Havia uma emanação suave nesse azul. De repente, ele tirou o capuz e pude ver o rosto dele, que era uma mistura de ser humano com cachorro, da raça yorkshire. Era uma mistura de humanoide com yorkshire. Entendi, então, que eu estava na frente de uma guardião da evolução das espécies; e me lembrei dos ensinamentos da Teosofia e do Hinduísmo, de que existem espíritos da natureza, elementais, entre os homens e os animais, cuidando de certas faixas da evolução...

Eu via nitidamente que aquele ser era especial, não um ser humano e nem um animal desencarnado. Era um ser entre ambos, com consciência. E, telepaticamente, ele se comunicou comigo.

 

Nossa! E como foi isso? O que ele disse?

Não foi como numa telepatia com seres humanos desencarnados. Foi algo que eu nem sei como dizer... foi como um som que ele produzia mentalmente, e aquele som psíquico entrava minha mente e eu entendia claramente. Então ele mexeu as mãos, dando um passe, e abriu um portal espiritual na minha frente. Eu, pela clarividência, enxergava dentro do portal um local com milhares de cães yorkshires, que latiam continuamente. Isso me dava a sensação de algo bem primitivo, ligada a “coisas da natureza”... como quando passamos próximos a um quintal onde tem um cachorro bravo... era essa sensação de algo bravo no entorno desses cachorros.

Então, mentalmente, esse guardião me disse que aquele era o plano extrafísico, primitivo, relativo à raça yorkshire, dentro do processo reencarnatório natural, na espécie deles. Também me disse que neste plano nenhum ser humano projetado pode entrar, pois é um local muito primitivo, animal.

Outro ensinamento interessante que ele me passou foi que quando um animal convive com um ser humano, essa convivência suaviza esse lado primitivo do animal, porque na natureza o animal é preza ou predador. Em um cachorro, por exemplo, funcionam apenas os três chakras inferiores – básico, sexual e umbilical – que estão ligados à busca por alimento, reprodução e descanso ou segurança. Em um cachorro, por exemplo, que começa a conviver com um ser de outra espécie, como o ser humano, sendo tratado com carinho e respeito, o chakra cardíaco começa abrir e o amor por um ser de outra espécie começa a surgir.

Então, a presença de um ser humano equilibrado ajuda na evolução desse animal.

 

E no caso do ser humano? Qual seria o benefício espiritual?

Em contrapartida, o ser humano que convive com seu animal de estimação também tem seu chakra cardíaco despertado, porém, neste caso, com um ser que não é humano. Então, essa relação, quando sadia, é boa para ambos. Desperta o amor no coração do homem e do animal.

 

Ou seja, apesar de o instinto animal predominar, ao conviverem conosco eles começam a desenvolver traços de sentimento...

Exato. E aquele guardião ligado aos yorkshires também me disse o seguinte: a nossa coluna está na vertical... o chakra básico, que está na base da coluna, é a nossa ligação com a energia da Terra, enquanto o coronário, no topo da cabeça, aponta na direção do espaço sideral, e é por onde captamos energia cósmica. Como a coluna de animais como cachorros, gatos, etc. está na horizontal, os chakras deles não estão alinhados para cima. Por exemplo: o chakra do topo da cabeça de um cachorro ou cavalo é minúsculo; eles captam pouca energia de cima. Em compensação, o chakra da base da coluna deles é puro instinto. A relação com o plano físico, com a Terra, devido à energia que eles captam, é muito maior que a nossa. Por isso, quando vai ocorrer um terremoto, alguns animais pressentem com dias de antecedência. Quando vai ocorrer uma grande tempestade também. Me parece que eles estão bastante ligados à malha energética planetária. Nós também estamos ligados, mas o chakra no topo da cabeça nos remonta a outros planos mais sutis, acima.

Então, eu diria que os três últimos chakras (base da coluna, sexual e umbilical) funcionam cem por cento, no animal. Na etapa evolutiva deles, o próximo é o cardíaco, ou seja, o do relacionamento com o ser humano.

 

E quando o animal desencarna?

No caso de animais que vivem em seu habitat natural, primitivo, eles desencarnam e ficam pouco tempo no plano espiritual. Logo reencarnam. Essa informação pode ser encontrada, também, na obra de Allan Kardec, no século XIX. Mas, quando o animal convive com o ser humano, isso muda completamente, porque o chakra cardíaco dele começa a abrir. Quando ele desencarna, começa a procurar a companhia de humanos, no plano espiritual. Então, no plano espiritual, existem colônias de recepção de animais domésticos que desencarnam, sendo que a reencarnação destes não é imediata, como no caso daqueles que vivem soltos na natureza. No caso dos animais domésticos, eles podem levar anos até reencarnar e, muitas vezes, se o contato entre ambos for bastante sadio, o dono, ao desencarnar, ainda pode ficar um bom tempo ao lado do seu animalzinho extrafísico, no plano espiritual!

 

E os animais extrafísicos só descansam ou trabalham também?

Lembre-se dos relatos nos livros do espírito André Luiz, psicografados por Chico Xavier. André Luiz chega a narrar casos de mentores espirituais que vão às regiões do Umbral com matilhas de cães desencarnados para destruir formas mentais densas. Eu mesmo vejo, muitas vezes, em volta de centros espíritas, de Umbanda ou mesmo ocultistas, por exemplo, protetores espirituais com campos energéticos, muitos desses protetores ficam com grandes cães extrafísicos. Existem, inclusive, mentores espirituais que treinam certos animais, como cachorros, para auxiliar na desagregação de energias mais densas, na perseguição de certos espíritos, fazer a proteção de certos perímetros energéticos, etc... mais ou menos como ocorre aqui, com cães que trabalham para a polícia.

Por incrível que pareça, já vi espíritos acompanhados de grandes felinos desencarnados, como pumas, panteras... todos treinados, fazendo a proteção de certos ambientes e impedindo que espíritos mal-intencionados passassem por ali. Esses animais têm uma magnetismo muito forte.

Muitas vezes, em projeções astrais, sou levado a regiões no umbral para aplicar passes em espíritos desencarnados. Certa vez, havia uma verdadeira fila de espíritos para receber passes, quando percebi atrás de mim os mentores espirituais, canalizando energia e, ao meu lado, duas panteras, me dando proteção.

 

Vejo muitos relatos sobre animais desencarnados na literatura umbandista, também.

Sim! Na Umbanda, o trabalho com animais desencarnados ou projetados é muito grande. No Rio de Janeiro existia um grupo de Umbanda onde eu dava muitas palestras, quando morava lá, durante a década de 80. Na entrada do centro tinha uma jaula com uma cobra enorme, que ficava o dia inteiro dormindo. Eu perguntei aos dirigentes o porquê daquela cobra enorme lá na entrada, mas os próprios médiuns não sabiam o motivo.

Certo dia, quando assistia a uma sessão de Umbanda após minha palestra, um dos espíritos incorporados no médium me chamou e explicou que o objetivo da cobra era dar proteção espiritual ao centro. E me disse que fora do corpo iria me explicar melhor.

Muito bem. De madrugada, acordei fora do corpo, flutuando sobre o teto do centro, com um espírito ao meu lado... o mesmo que tinha conversado comigo na sessão, pelo médium. Ele disse que havia me trazido lá para eu ver: a cobra estava projetada fora do corpo, esticada no telhado do centro em corpo astral. Eu não entendi e perguntei o motivo. Ele, então, apontou para a esquina e me mostrou um grupo de espíritos obsessores, e me disse que aquela cobra projetada ali causava medo neles. Se não fosse por ela, eles dariam muito trabalho aos guardiões na proteção da casa.

 

E no caso de gatos e outros animais menores...

Certo dia, um mentor espiritual me mostrou, pela clarividência, através de um portal energético, um gato que estava em uma fazenda e que havia sido picado por uma cobra. Ele fugiu para dentro de casa e acabou morrendo nos braços de uma criança, que era a dona dele. Neste instante, eu vi o pai recolher o cadáver do gato e enterrar atrás de uma árvore. Ao mesmo tempo, um mentor espiritual segurava o corpo extrafísico do gato, que estava tão vivo como sempre esteve; ele abriu um portal e encaminhou o gato para uma espécie de fazenda extrafísica, onde só tem gato desencarnado, milhares, com espíritos cuidando deles. Mas, todos gatos egressos de ambientes domésticos, e não selvagens.





E os animais de poder, no Xamanismo?

No Xamanismo nós temos a questão dos animais de poder. Você vai numa sessão e o xamã pode revelar qual é o animal de poder que está em volta de você. Portanto, se você está dentro de um contexto, de uma egrégora xamânica, é possível que surjam animais de poder. Eles não são aleatórios. Não se trata de um simples animal desencarnado... fazem parte de um contexto específico. São protetores, que podem ser animais desencarnados treinados por xamãs do plano espiritual; formas-pensamento produzidas por estes xamãs, para ficarem em torno de você, como arquétipos; e mesmo mentores espirituais que podem assumir a forma de um animal, na sua frente, por uma questão arquetípica. Agora, nem tudo é animal de poder. É preciso ter bom senso. Se você sair do corpo e ver o Rex desencarnado, pode ser que seja o cachorro do vizinho, que morreu, e não um animal de poder!

 

Wagner, a gente conversou um pouco sobre a situação desses animais durante o desencarne e na vida extrafísica. Mas eles evoluem para o reino humano?

Não sei, mas podemos especular. Vamos pensar no meu cachorrinho, o Rama. Ele sobrevive após a morte e não vai ficar como cachorro a eternidade inteira! Então, deve haver mecanismos evolutivos muito grandes que impulsionam instintivamente os seres na direção de um passo a frente. Não dá para admitir eternidade e imaginar que um princípio espiritual que anima um cãozinho vá ficar eternamente como cão. E se ele vai evoluir, vai evoluir para o quê? O que estaria à frente na senda evolutiva de um cachorro ou de um cavalo, por exemplo, ou seja, de animais que já têm um sentimento bem legal? O que a especulação mostra, é que provavelmente será um ser humano.

O espírito Ramatís informa de que essa transição do animal, no plano espiritual, para reencarnar como ser humano não é feita na Terra, mas sim em planetas mais atrasados, para que haja essa “conversão” mais lentamente. Por essa base, podemos ter sido, um dia, um princípio espiritual desses. Mas, isso é uma especulação... sinceramente, também é uma dúvida que tenho.

 

Para encerrar, deixe-nos uma mensagem!

Uma pessoa que maltrata ou treina um animal para uma coisa ruim, está gerando um karma muito ruim para si própria, porque ela está atrapalhando a evolução daquele animalzinho que a natureza – ou melhor, Deus – trouxe a ela para uma relação sadia, para ela ficar feliz e ter companhia.

Imagine uma pessoa de idade, solitária, com seu bichinho de estimação... é sua companhia total, seu universo, assim como para essa pessoa aquele bichinho é o universo dela. Então, uma pessoa nessa condição, ao perder seu animal de estimação perde tudo, até a vontade de viver. O contrário também ocorre – quando a pessoa morre antes, o bichinho também fica deprimido.

Então, os familiares de uma pessoa que desencarnou e deixou seu animal de estimação têm a responsabilidade de cuidar desse animal ou arrumarem um novo dono, um novo lar em outro lugar para que ele possa continuar a receber carinho. Senão, o animal fica abandonado como, muitas vezes, uma pessoa de idade fica abandonada.

Outra coisa: Existem pessoas que mudam de país ou cidade e abandonam o animal na rua. Se muitos fazem isso com os próprios pais, abandonando-os, você acha que não tem gente que abandona os animais também... Cuidar de um animal dá inúmeras despesas, portanto, se a pessoa não estiver disposta a arcar com a responsabilidade, nem adote um.

Nossa relação com o animalzinho que vive em nossa casa deve ser sagrada. Como diz a tradição indígena, nossa relação com a natureza deve ser sagrada, não no sentido religioso, mas no sentido da responsabilidade, como cuidar de um filho!

 



Entrevista realizada por Victor Rebelo, pesquisador e comunicador espiritualista.
Artigo publicado na Revista Caminho Espiritual, edição 32.
Ao reproduzir o texto, citar o autor e a fonte.


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