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Sabemos que a recordação a vidas passadas não ocorre apenas durante as sessões regressivas em estados alterados de consciência. A recordação de vidas passa­das é um fenômeno universal e independe de crença religiosa.

Há uma série bem numerosa de situações e condições que podem trazer à tona os registros mentais do espírito, que não se perdem com a reencarnação.

As recordações de vidas passadas se dividem em duas categorias gerais:

 

Recordação em crianças e recordação em adultos

1) Recordação em crianças

Esse tipo de recordação é muito comum e, assim como outros tipos, é frequentemente confundida com a fantasia infantil. A recordação em crianças é comentada com mais detalhes no último capítulo do meu livro.

Algumas recordações de vidas passadas que se iniciaram na infância podem persistir, total ou parcialmente, com o passar dos anos. Algumas pessoas que tiveram essas lembranças em tenra idade podem, em alguns casos, manter essa memória até a fase adulta. Embora casos como esse sejam mais raros, há indivíduos cuja memória das vidas passadas se prolonga até a fase adulta. Mas, na maioria das vezes, crianças com essas reminiscências acabam passando dos sete anos de idade e esquecem completamente de sua vida passada.

Logo que a criança começa a falar, aos dois anos de idade, ela pode já começar a falar de sua vida passada. A maior porcentagem destes relatos ocorre entre a idade de dois a quatro anos. Na maioria dos casos as crianças se lembram de sua última encarnação e alguns parentes e pessoas próximas podem fazer parte dessas lembranças.

 

2) Recordação em adultos

As recordações em adultos compreendem toda a gama de experiências que serão descritas neste artigo. Sua fenomenologia é numerosa, abrangente, universal e diversificada. Ela ocorre sob múltiplas formas, condições e contextos diferenciados.

 

Recordação pelos sonhos

A recordação pelos sonhos é uma das formas mais comuns de lembranças de vidas passadas. Existem alguns fatores que podem indicar que um sonho talvez seja uma lembrança de vidas passadas. São eles:

1 – Evoca forte conteúdo emocional.

2 – Segue uma sequência lógica e coerente de acontecimen­tos.

3 – Na maioria das vezes, repete-se com frequência e sem­pre possui o mesmo início, meio e fim, sem que tenha­mos poder de modificar sua trama.

4 – É dotado de muito realismo, como se estivéssemos revi­vendo algo que de fato ocorreu.

5 – Identificamos pessoas do sonho (que se apresentam com outra aparência) com pessoas de nossa convivência atual.

6 – Apresenta alguns elementos antigos, como roupas de época, cenários, residências, objetos, tudo aparentando ser tal como era em épocas pretéritas.

Os sonhos com vidas passadas são mais comuns do que a maioria das pessoas pensa. Pelas nossas pesquisas, podemos dizer que a maior parte da população mundial já teve, em algum momento de sua vida, um sonho de vidas passadas. Porém, a maioria encara essa experiência como apenas uma fantasia, um devaneio, um conglomerado de reminiscências atuais que são organizadas por fatores ocultos do nosso inconsciente. Se cada pessoa prestasse mais atenção a seus sonhos, seria possível descobrir alguns dos nossos mistérios íntimos. A observação sistemática dos sonhos deveria ser um pré-requisito para todos aqueles interessados em seu autoconhecimento.

 

Recordações por visões sem causa aparente

Algumas recordações de vidas passadas vêm à tona por motivos desconhecidos. Aparentemente, não há qualquer fator desencadeante que tenha dado origem à súbita emergência de visões e sensações. Dizemos “aparentemente”, pois é possível que haja algum fator ativador desconhecido atuando e trazendo à consciência um conteúdo originário de um passado remoto.

De qualquer forma, alguns casos de lembranças parecem surgir sem causa definida, algumas vezes após um relaxamento profundo, um devaneio, ou quando a pessoa está “sonhando acordada” e mergulhada em seu universo interior.

Por vezes, a total ausência de foco, quando tudo parece fluir sem as preocupações dos afazeres diários, parece que se abre um caminho para nítidas lembranças do passado, que surgem como visões espontâneas de cenas e imagens, por meio da clarividência.

 

 

 

Déjà vu

A palavra déjà vu signfica, literalmente, “já visto”. O termo foi primeiramente utilizado pelo filósofo e metapsiquista francês Emile Boirac (1851-1917) no livro L’Avenir des Sciences Psychique (O Futuro das Ciências Psíquicas). No entanto, essa palavra tem dois significados principais e isso confunde muitas pessoas que leem e tomam contato com esse tema. O primeiro significado e o mais comum é a recordação de que já vivemos uma dada situação (que não tem relação com vidas passadas). Algumas pessoas passam por alguma circunstância em sua vida cotidiana e têm a nítida impressão de que já viveram aquilo anteriormente. Isso pode ocorrer com a passagem por algum lugar, pelo encontro com uma pessoa, por uma frase que proferimos, pela visão de um objeto ou qualquer outro elemento de nossa percepção. O processo do déjà vu consiste na forte impressão de que já passamos por uma determinada circunstância, mesmo que jamais a tenhamos vivenciado. Há várias explicações que a Ciência oferece para este fenômeno, mas não vamos entrar aqui nestes detalhes, pois não é este o objetivo.

O segundo significado está diretamente ligado a lembranças de vidas passadas. O déjà vu, neste sentido, é o processo de reconhecimento de que já estivemos num determinado local ou atravessamos uma dada situação, e esse seria um retorno de memórias de experiências que já vivemos em vidas passadas. Algum estímulo externo qualquer, com o qual tivemos abundante experiência numa de nossas vidas passadas, nos suscita uma clara impressão de já termos passamos por tal lugar, de já termos vivido ali e vivenciado muitas experiências. Por exemplo, uma pessoa visita as pirâmides do Egito e sente fortemente que já esteve ali antes, que já viveu experiências ali.

Essa impressão de “já visto” e “já vivido” pode trazer outros sentimentos associados, como tristeza, vazio, raiva, mágoa, decepção, desesperança, etc. Pode até mesmo, em algumas circunstâncias, gerar efeitos físicos, como cansaço, aperto no peito, frio na barriga, tontura, etc. Neste sentido, qualquer estímulo externo que provoque em nós uma forte sensação ou reconhecimento de que já vimos, já sentimos ou já passamos por aquilo pode ser considerado um déjà vu.

 

Recordação pelo reconhecimento instantâneo de uma pessoa

O encontro com determi­nadas pessoas que convivemos em vidas passadas pode ser igualmente um fator desencadeante para a emergência de muitas recor­dações de vidas passadas. Esse encontro é, na realidade, um reen­contro, que pode ter ocorrido não apenas em uma, mas em muitas vidas passadas. Quando duas almas passaram várias encarnações juntas, elas podem trazer uma bagagem positiva e negativa de lem­branças. Quando ocorre esse encontro, uma torrente forte de emo­ções, sensações e pensamentos frequentemente vem à tona, causando impres­sões bem intensas.

Algumas vezes, esse reencontro pode gerar até certa confu­são e angústia nas pessoas, além de algumas somatizações físicas.

 

Recordação provocada pelo contato com lugares

Esse tipo de recordação eclode após a passagem por lugares determinados em que a pessoa tenha vivido em encarnações anteriores. Pode ser uma igreja antiga, um templo, uma cidade, uma floresta, um lago, uma praia, um monumento histórico, uma construção antiga qualquer, um obelisco, uma estrada, um sítio arqueológico, etc. Qualquer local que alguém tenha vivido em existências pregressas e que se depare agora, no momento presente. Isso ocorre frequentemente em viagens para locais onde desejamos ir e já sentimos afinidade.

 

Recordação provocada por doenças graves ou traumas intensos

A recordação espontânea também pode surgir após uma enfermidade séria ou mesmo um intenso trauma psicológico. No caso das patologias físicas, o indivíduo pode sentir-se vulnerável, com mal-estar, com dores, angústia, fraquezas, pode ficar acamado por muito tempo e pode até mesmo entrar em um estado alterado de consciência, provocado pela grande quantidade de tempo em que sua mente estiver mais livre do organismo físico. Por exemplo, não é muito raro uma pessoa vivenciar um estado alterado em graves quadros febris. Alucinações e delírios podem se manifestar em casos assim, da mesma forma que impressões, sensações, sentimentos ou mesmo visões de vidas passadas podem correr livremente em nossa consciência. É óbvio que isso não ocorre em todos os casos. Apenas em algumas situações de enfermidades mais severas é possível que o inconsciente venha a expressar uma experiência de vidas passadas.

No caso de traumas intensos, podemos vivenciar uma sensação de colapso do nosso ego e nossa identidade. Nesse momento, com a saída momentânea de nossa perspectiva pessoal, memórias ocultas podem saltar à consciência revelando tramas pretéritas até então desconhecidas.

 

Recordação provocada por surtos psicóticos ou transtornos diversos

No caso de surtos psicóticos, é bem mais difícil identificar uma recordação espontânea, pois tudo o que passa na mente da pessoa nessa condição tende a ser rotulado pelos especialistas como fantasias, criações, invenções, delírios, quimeras, extravagâncias, devaneios, etc. No entanto, algumas imagens e sensações podem ser tão somente uma memória emergente de uma vida passada, mas são encaradas pelos psicólogos e psiquiatras como simples imagens aleatórias condensadas e criadas pelo indivíduo. Psicóticos podem até mesmo incorporar personalidades suas de uma vida passada e expressá-las na reencarnação atual.

Outros transtornos de personalidade e humor também podem irromper uma lembrança de vidas passadas.

 

 

Recordação por ativação de faculdades paranormais

Algumas pessoas cuja paranormalidade ou sensibilidade psíquica está aflorando podem, por meio dessa abertura, ter percepções de suas vidas passadas. Médiuns e sensitivos em geral têm mais facilidade de perceberem suas vidas passadas do que pessoas “comuns”. Quando ocorre um despertar abrupto dessas faculdades psíquicas, as visões de nossas vidas passadas podem brotar naturalmente. Sensitivos, videntes e médiuns podem também captar informações a respeito das encarnações de outras pessoas.

 

Recordação pelo uso de substâncias psicoativas

Muito usado pelos povos tribais antigos, em especial no Xamanismo, o uso de substâncias pode ser um fator desencadeante do despertar de nossas memórias de vidas passadas. Essas substâncias sempre foram usadas em ritualísticas diversas e ainda são utilizadas para abrir caminho a uma visita mais direta aos espaços interiores do homem.

 

Recordação por obsessão espiritual

Em casos mais profundos de obsessão espiritual, o próprio laço obsessivo pode precipitar o surgimento de uma impressão, sensação ou uma lembrança mais nítida de uma vida passada em que convivemos com esse espírito. Obviamente isso não é muito comum de ocorrer, mas há alguns poucos casos em que a simples aproximação de uma entidade do nosso passado, seja parente ou não, pode estimular determinadas recordações.

O encarnado e o desencarnado podem ter convivido em diversas vidas, e a presença do espírito é tão forte que causa uma impressão profunda no encarnado, que começa a se recordar e, algumas vezes, a reproduzir experiências e comportamentos de uma ou mais vidas passadas. O contato com encarnados e com desencarnados de outras vidas pode trazer à tona as circunstâncias mais intensas do nosso passado com esses espíritos.

 

Recordação por experiência fora do corpo

Este tipo de recordação se torna possível graças a uma “experiência fora do corpo”, ou seja, experiência de projeção do nosso perispírito para fora do nosso corpo físico. Neste estado de consciência, onde nos distanciamos do nosso corpo físico, é possível ter lembranças de nossas vidas passadas, embora isso não seja muito comum.

 

Recordação por meditação ou experiências místicas:

Essa forma de recordação ocorre mais comumente em meditadores que já atingiram estágios um pouco mais avançados em suas práticas. A princípio, qualquer abordagem de meditação pode levar uma pessoa a recordações, desde que levada a estágios mais profundos. Um exemplo dessa prática ocorreu com Sidarta Gautama, o Buda, que, segundo a tradição, por meio da meditação atingiu a lembrança de milhares de vidas anteriores.

As experiências espirituais de várias épocas e tradições podem ser o gatilho para a recordação de uma ou mais vidas passadas. Isso é particularmente comum no Xamanismo, em estados de transe diversos, em ritos de passagem, em iniciações de fraternidades místicas e esotéricas, em alguns rituais arcaicos, etc.

Para quem quiser pesquisar mais o assunto

Um dos pesquisadores que estudou as várias facetas das recordações de vidas passadas foi o espírita brasileiro Hernani Guimarães Andrade. Hernani era um investigador nato e mergulhou com eficácia em casos envolvendo crianças, os quais sugeriam se tratar de lembranças de vidas passadas. Foi o coordenador da tradução da obra Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação, de Ian Stevenson, para língua portuguesa. Sua vasta obra abraça muitos temas, como: reencarnação, fenômenos paranormais e mediúnicos, morte, obsessão espiritual, perispírito, a transcomunicação instrumental, dentre outros. Os tópicos abaixo estão inspirados na classificação que ele elaborou sobre as diversas formas de recordação de vidas passadas. Vamos então descrever resumidamente as principais formas em que essa recordação pode acontecer.

 

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo
Ao reproduzir o texto, citar o autor e a fonte.

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